sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Encare a vida com otimismo: Descubra a sua chave mestra - Escola Psicologia

Provavelmente todos nós na nossa vida já tivemos a sensação de que a “sorte” não nos bateu à porta, ou que no dia em que nascemos, Deus estava doente. Todos já nos sentimos, nem que por breves instantes, presos nas malhas do pessimismo e sem um sentimento de propósito na vida. Sentimo-nos em determinadas alturas da vida à deriva e muitos de nós durante largos períodos. Eu já vivi alguns destes sentimentos, num determinado período da minha vida. Mesmo com formação em psicologia e independentemente de ter estudado os mecanismos da mente e da sua influência nos nossos estados de humor, motivação, energia, competência, atitudes face à vida, surpreendentemente foi em dois livros de leitura complementar que encontrei o click que me fez olhar para as coisas com uma outra perspectiva.
Falo especificamente do livro: O poder sem limites, do autor Antony Robbins, e do livro: Consciência, do autor Osho. Estes são livros de auto-ajuda, mas inserem-se numa categoria de desenvolvimento pessoal. Posso dizer que estas leituras mudaram a minha vida para melhor, pois fizeram-me perceber em termos teóricos, aquilo que eu já tinha aplicado na prática. Aumentaram a minha capacidade de gerir e alavancar a minha motivação e otimismo sempre que me deparo com um objetivo, desafio ou problema que quero ver resolvido. Comecei  a perceber melhor os mecanismos que accionamos para aumentarmos a nossa motivação e isso fez com que eu conseguisse, ensinar e ajudar outros a fazerem o mesmo. Aquilo que eu me apercebi, foi que tinha entendido a melhor forma de me auto-motivar e como manter isso durante períodos longos.
chave mestra

O DESPERTAR DA CONSCIÊNCIA

Mas porque razão é que este despertar da consciência aconteceu?
Aconteceu porque eu descobri a minha chave mestra, descobri aquilo que já há muito tempo procurava através do estudo, percebi aquilo que já fazia na prática mas não tinha consciência do seu processo. Percebi que o nosso maior poder está na forma como comunicamos connosco, está na forma como estabelecemos uma relação com o nosso eu, está na atitude que temos connosco.
A forma como cada um de nós estabelece o diálogo consigo mesmo tem um poder enorme na maneira como depois encaramos a vida. Depois deste despertar acerca dos mecanismos da mente, e de como é que eu funcionava e como conseguia mudar, integrar e manipular os meus próprios pensamentos de forma a que me servissem, entrei num processo de reconstrução de crenças acerca do meu destino e da influência que os meus pensamentos (agora mais conscientes e deliberados) tinham no meu sucesso ou nas minhas derrotas, no meu bem-estar ou na minha tristeza.

TEMOS SEMPRE A POSSIBILIDADE DE CRIAR UM PLANO “B”

Inevitavelmente a vida encarrega-se de nos fazer perceber que existem inúmeras coisas que nos escapam, que nos ultrapassam e consequentemente que estão fora do nosso controlo. Eu não controlo uma tempestade ou um furacão, mas sou responsável na forma como reajo a essa catástrofe. O que quero dizer é que na construção da resposta, na construção da solução, existe um sem número de possibilidades, essas possibilidades serão ou não materializadas na nossa decisão. Aquilo que decidimos fazer entre o estímulo e a resposta reside a nossa liberdade de escolha, reside a nossa opção.
Se aquilo que queríamos que acontecesse não se efetivou, existe sempre a possibilidade de construir e accionar um plano “B”. É este plano que depende de nós, da forma como olhamos o mundo e encaramos a vida. A percepção que cada um de nós tem acerca das coisas e de si mesmo, sofre influência da nossa chave mestra. Sofre influências dos nossos mecanismos de raciocínio, que podem abrir-se ou não à construção de possibilidades e depois fazermos uma escolha.
A chave mestra, está grandemente relacionada com o artigo que escrevi sobre a flexibilidade de pensamento. Esta estrutura mental positiva que nos permite flexibilizar o pensamento abre-nos muitas portas na nossa vida.
Grande parte dos artigos que escrevo, reforçam a noção de que em todos nós existem recursos para enfrentarmos a vida nas suas formas mais caprichosas. Inequivocamente a estrutura responsável é o nosso cérebro, o centro de operações capaz de sofrer alterações e adaptar-se às circunstâncias num processo que chamamos de pensamento, pensamento este que por sua vez é alvo de  modificações através da nossa consciência. O conhecimento que temos acerca da forma como podemos influenciarmo-nos, é a esperança e a primeira e última linha de operações em que nos podemos suportar para avançarmos sempre com a noção que o grau de controlo que exercemos na vida está fortemente relacionado com a noção que temos de influenciarmos as nossas decisões.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

AS FERRAMENTAS PESSOAIS QUE FAZEM DE VOCÊ UM SER ÚNICO – VOCÊ AS CONHECE? - Vania Faria

Artigo de Vânia Faria
Hoje vou falar sobre competências, porém não as organizacionais, e sim sobre as competências pessoais. Aquelas que você recebeu no momento em que sua mãe lhe deu a luz e estão aí com você até hoje.
Os astrólogos dizem que o céu do momento do nascimento registrou que tipo de habilidades foram adquiridas por você. A origem de como você nasceu como você é, na verdade, é o que menos importa. O que é certo é que estas habilidades o fizeram um ser diferente, único, apropriado às experiências que precisará viver para evoluir enquanto ser humano e enquanto espírito.
Veja quanta coisa única você tem: os olhos, as digitais, a voz, as feições faciais, o código genético, o jeito de andar, o jeito de falar, o jeito de pensar, de se expressar, enfim, poderia escrever aqui duas páginas inteiras, com as coisas únicas que você possui, e que o fizeram único, exclusivo, diferente, especial…
Penso que assim como todas essas características diferentes, você também tem um conjunto de ferramentas comportamentais pessoais que fazem de você um talento inigualável, e que ao conhecê-las e aprender a utilizá-las positivamente, você naturalmente será visto como um talento para alguma coisa (ou algumas coisas).
E quantas pessoas passam a vida sem saber disto,  que existem ferramentas poderosas dentro delas, não conseguem perceber que essas características estão dentro de si,  e portanto, passam toda a vida tentando copiar os outros?
Não é pra copiar. Eu penso… É pra ser você mesmo! É pra liberar a autenticidade que existe em você. É pra usar isto para se realizar pessoalmente e também para ter seu papel e contribuição no mundo, fazendo aquilo que você sabe fazer naturalmente, sem esforço. E não precisou de professor. Talvez no máximo um facilitador, um terapeuta ou coach… para ajudá-lo a puxar esses dons que estão aí dentro de si.
O autoconhecimento é um processo que deve ser cultivado para que cada vez mais você acesse essa luz que está em você e a libere para uma vida de significado.
Como consultora de desenvolvimento humano atuando há anos na área, fico muito preocupada quando visito uma empresa que tem uma “cultura de pasteurização humana”. O que é isso? – Aquela empresa que quer que todos os seus colaboradores sejam iguais, nivelados em competências comportamentais, de liderança, além das técnicas exigidas para a função. E a autenticidade, onde fica neste cenário? Que dogma é este que tentam implantar em algumas organizações?
Dogma, que eu saiba é coisa de religião. Não pode ser aplicado nas empresas como forma de controle. E falando em controle, entramos agora numa outra questão importante. A da cultura de valores das organizações. Controle é um “valor limitante”. Muitas vezes ele não está descrito no marco filosófico da empresa (missão, visão e valores) que estão afixados nas paredes da empresa. E mesmo assim pode estar instalado na cultura de uma empresa. Controle sempre remete a medo. E medo do quê? De perder o controle quando se tem dezenas, centenas ou até milhares de colaboradores autênticos, talentosos, felizes? Que tipo de empresa seria construída, repleta de pessoas vivendo suas próprias personalidades? Os líderes estariam preparados para liderar/gerenciar essas pessoas? Medo de que? De criar empresas autênticas e únicas?
Certamente o mundo seria melhor se isto já estivesse acontecendo. O medo nas empresas acabaria.
Os colaboradores de uma empresa devem ter valores alinhados com a organização. Disso sim sou muito a favor. Porém, devem manter a essência pessoal viva.
Bill George, escritor, consultor e professor da Harvard Business School, muito admirado mundo afora, fala muito disto em suas obras. Os maiores líderes de toda a história humana foram autênticos. Fizeram aquilo que sabiam intimamente que tinham que fazer. Conheciam sua luz interior e não a perdia de vista. Seguiam sua fonte interior, e quando davam passos falsos, provavelmente é porque naquele momento haviam perdido a conexão/elo com esta fonte. Mas conseguiam retornar o caminho todas as vezes que se reconectavam.
Como conhecer minhas ferramentas únicas? O que é mais importante neste processo?
1. Conhecer seus sentimentos . Quando estiver fazendo alguma atividade e se perceber muito feliz, empolgado e motivado para aquela ação, você tem aí uma dica precisa.
2. Busque em sua lembrança coisas que você gostava muito de fazer na sua infância e que continua gostando, e que de alguma forma moldou esse jeito de fazer para os dias atuais, adaptando à sua realidade no trabalho, em sua casa, nas relações com os amigos e pessoas do seu convívio mais próximo.
Vou dar um exemplo: Quando eu era criança adorava brincar dentro de carros. Imaginava que estava viajando, indo a lugares diferentes, conhecendo coisas diferentes e pessoas diferentes. Me arrumava,  pegava uma bolsa grande da minha mãe, entrava no carro e imaginava que estava indo para uma viagem inesperada. Como isso se adaptou à minha vida hoje? Todos os domingos fico excitada ao pensar que na segunda-feira começa uma nova aventura, um novo aprendizado. Estou sempre indo e vindo das empresas clientes, cada dia uma experiência diferente, cada dia uma cultura diferente. O cliente chama, pego meu carro e vou correndo (nem tanto…) atendê-lo e vivenciar aquele novo projeto, aquela nova entrega, aquele novo aprendizado. Todo mundo que me conhece fala que tenho muita energia e empolgação para atender clientes, com agilidade e alta mobilidade. Estas são algumas de minhas ferramentas e que aprendi a usá-las produtivamente a favor do meu trabalho e de minha missão de vida.
3. Terapia, coaching, participação em workshops de autoconhecimento – tudo isso pode ser muito bom para ajudar no processo e ajudá-lo a encontrar mais rapidamente estas ferramentas. Abertura para o mergulho interior também é essencial. Já vi muita gente fazer anos de coaching ou de terapia e continuar perdido, ou tentando imitar os outros.
4. Prestar atenção aos elogios que recebe. Se você recebe muitos elogios por algo que você faz ou que está desenvolvendo, é um excelente sinal. Isso mostra que ali tem algo que deve ser pesquisado e aprofundado no autoconhecimento. E se ao receber um elogio você tiver um impulso para dizer: – … mas foi tão fácil fazer! Não fiz esforço algum! Bingo. Aí existe um talento, ou ferramenta de luz que é sua. Cultive essa auto-investigação, que, certamente você vai encontrar dezenas de coisas que faz e que o resultado é parecido com este que descrevi.
5. Medite – a meditação é uma técnica que ajuda a limpar a mente, tranquiliza-la e levar você de volta a conexão interior. Quanto mais praticar, mas encontrará respostas para o caminho do seu eu interior.
6. E não desista facilmente. Até o último dia de vida estaremos aprendendo. A aprendizagem contínua é um valor que deve ser cultivado por todos os seres humanos. Isso fará com que você adquira mais conhecimento sobre coisas exteriores e interiores. Manterá sua mente refrigerada, ativa, e certamente os insigths para conhecer suas próprias ferramentas serão mais frequentes.
Cultivando essas práticas e outras tantas que você pode descobrir e que certamente também levarão a resultados importantes, logo mais você passará de uma existência pasteurizada para uma existência de satisfação e significado.
Boa caminhada e conexão com sua própria luz!

domingo, 4 de setembro de 2011

Tocando Em Frente - Ana Carolina

Ando devagar
Porque já tive pressa
Levo esse sorriso
Porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte
Mais feliz quem sabe
Só levo a certeza
De que muito pouco eu sei
Eu nada sei
Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir
Penso que cumprir a vida
Seja simplesmente
Compreender a marcha
Ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro
Levando a boiada
Eu vou tocando os dias
Pela longa estrada
Eu sou
Estrada eu vou
Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir
Todo mundo ama um dia
Todo mundo chora um dia
A gente chega
E o outro vai embora
Cada um de nós
Compõe a sua história
Cada ser em si carrega o dom se ser capaz
De ser feliz

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Em busca da verdadeira beleza - William Sanches

A mais nobre paixão humana é aquela que ama a imagem da beleza em vez da realidade material. O maior prazer está na contemplação.
Leonardo da Vinci
Consultando os livros sobre Arte existentes numa biblioteca, em especial aqueles que contêm exemplos de obras de arte elaboradas em tempos remotos, como as obras antigas, renascentistas, neoclássicas, românticas etc, é possível constatar como o modelo de beleza, em especial o feminino, mudou radicalmente ao longo da História da humanidade. Assim, as pinturas e esculturas, ao longo dos séculos, informaram as várias gerações enquanto linguagens imagéticas que sempre foram quais eram as características físicas daqueles que, por possuí-las, expressavam o ideal de beleza de um ser humano.
Por muitas eras, esse modelo de beleza consistia em estruturas ósseas muito fortes em corpos muito pesados e repletos de contornos: eram épocas em que reinavam como belas as “pessoas” grandes e gordas: a Vênus de Milo, Helena de Tróia, os heróis da Antigüidade (todos musculosos e enormes), as musas greco-romanas, a Mona Lisa e todas aquelas mulheres que, como dizem até hoje os muçulmanos com um sorriso de satisfação, “enchem uma cama”.
No século XX, porém, o rompimento total com esse modelo aconteceu por causa do materialismo voraz que tomou conta de tudo e de todos. Desde o início da industrialização e do sistema capitalista, tudo se tornou uma mercadoria.
Com o passar do tempo, além daquela mercadoria que o trabalhador vendia - a sua força de trabalho, a mão-de-obra humana – muitas pessoas que se enquadravam no então modelo ideal de beleza passaram a vender a sua imagem e, através e graças a essa imagem, passaram também a vender de tudo que fizesse com que as outras pessoas acreditassem que seu “consumo” as tornariam também belas, as colocariam dentro desse padrão. Até hoje é assim: esperando ficar igual à garota propaganda, por exemplo, as consumidoras compram o que podem e o que não podem; o mesmo acontece com os homens, pois há muito a vaidade deixou de ser uma característica predominantemente feminina.
O modelo ideal de beleza humana tornou-se aquele em que, dentre outras características, as pessoas têm que ser magérrimas. Livros, cosméticos, dietas, cirurgias plásticas, aparelhos de ginásticas, remédios, tratamentos e tudo que leva alguém a ter a estética perfeita em termos físicos é muito vendido inclusive com a grande colaboração dos meios de comunicação de massas, principalmente da televisão que, em período integral, mostra o supra-sumo da beleza humana vigente e vende ininterruptamente milhares de produtos.
É por isso que a indústria, o comércio e a mídia a serviço da estética humana têm um lucro inimaginável.
Por outro lado, essa fatia bem sucedida da economia de qualquer sociedade capitalista ainda tem como aliada a idéia – da qual ninguém discorda - de que a gordura em excesso é uma doença e uma dieta saudável, exercícios físicos e uma rotina com qualidade são imprescindíveis para uma vida saudável. Este, sem dúvida, é o aspecto positivo de tudo que aqui está sendo tratado e há inúmeras e importantes pesquisas já publicadas em livros sobre o assunto, o que também torna essa literatura economicamente bem sucedida.
A obsessão em se enquadrar a qualquer custo no modelo de beleza atual, em obter o corpo perfeito para fim meramente estético, como toda obsessão, é uma doença tão ou até mais preocupante do que a obesidade mórbida e tem levado muitas pessoas a iniciarem, sem consultar profissionais especialistas no assunto, dietas rigorosas por conta própria e a violentar o corpo. O resultado disso é o surgimento de doenças que podem levar à morte: anorexia, bulimia, anemia profunda, leucemia, desnutrição etc.
O Brasil tornou-se um dos principais países em quantidade de cirurgias plásticas. Enquanto a França exporta perfumes, o Brail exporta “corpos”. Recentemente, uma pesquisa realizada nos Estados Unidos comprovou que apenas 2% das pessoas se acham bonitas. Um dado assustador, pois se 98% das pessoas se acham feias de alguma forma, o objeto de desejo estabelecido não está sendo alcançado. O que as pessoas precisam perceber é que cada uma possui sua beleza particular e principalmente que a beleza mais importante está sendo esquecida: a beleza interior. Se a pessoa estiver feliz, de bem consigo mesma, as outras também a acharão bonita exteriormente, pois a beleza interior é fundamental e se reflete no físico de quem a tem. Dorian Gray, personagem-título do livro “O Retrato de Dorian Gray”, de Oscar Wilde, depois de seu pacto com as forças do mal, era eternamente belo e jovem, mas como sempre teve índole igualmente maligna, os reflexos de sua feiúra interna eram marcados em seu retrato, uma representação de sua alma em forma de pintura. Assim, Dorian Gray era alguém muito belo por fora e horrível por dentro. O final da história dessa personagem tão famosa, o leitor saberá ao ler o livro, pois não o privaremos desse prazer e dessa lição.
Por mais que faça uma cirugia reparadora ou dezenas de sessões estéticas em busca da beleza, se a pessoa não mudar seu estado de espírito, ela continuará se achando feia ou fora do padrão e todos a sua volta certamente terão a mesma opinião. Já as pessoas que são extremamente bonitas interiormente são admiradas por muitas outras.
De que adianta uma pessoa ser fisicamente linda, se a sua maneira de ser, de agir, de tratar os outros, de se expressar não são de agrado daqueles que com ela convivem ? De nada adianta, pois essa pessoa estará constantemente sozinha mesmo sendo muito bela.
O contrário disso também vale: uma boa conversa, uma manifestação de sabedoria, um sorriso, uma palavra agradável e confortante muitas vezes fazem com que o feio bonito pareça e esteja sempre rodeado de outras pessoas.
O materialismo radical da atualidade, que exige a aparência ideal nas atividades profissionais e pessoais, leva as pessoas a conjugar apenas um verbo: ter. No intuito de querer ter, o ser humano da atualidade está se esquecendo do mais importante: SER. Ser bonita é algo bom e necessário, mas não é o essencial. Ser inteligente, ser sociável, ser ética, ser generosa, ser livre, ser feliz! Essas são as características da verdadeira beleza humana. Afinal, a voz do povo é a voz de Deus: de que adianta por fora ser bela viola se por dentro se é um pão bolorento?

Prof. William Sanches
www.williamsanches.com.br

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

CONFIANÇA - Leila Navarro

Se confiar é uma utopia, bendita seja! Por ela vale a pena fazer esforço e correr algum risco.
A recompensa, afinal, é um mundo melhor.


Não nascemos sabendo, apenas confiando.
Confiamos nos braços que nos erguem do berço e nos acolhem
Nas palavras que nos ensinam, nos passos adultos que nos guiam
Confiamos no beijo e sara o dedo machucado
Que guardarão nossos segredos e cumprirão todas as promessas
Confiamos no amigo que pede emprestado o brinquedo para devolver depois
No super herói que detêm todos os bandidos
No amor eterno da primeira namorada
Na estrela cadente que realiza os desejos
Crescemos e nos tornamos sabidos
Muitas coisas acontecem e nos ensinam a desconfiar
Braços que se cruzam e nos negam apoio
Palavras ditas da boca pra fora
Pessoas que nos conduzem a becos sem saída
Beijos que ferem, segredos violados, promessas quebradas
Amigos que tomam algo emprestado e nunca mais devolvem, somem
Heróis vira casacas
Amores que juram durar até o fim da vida, mas terminam no meio do caminho
Falsos brilhos decadentes.
Mas a confiança é parte da nossa natureza
E, aconteça o que acontecer, nunca deixamos de confiar
Que haja braços sempre abertos
As palavras sejam de desculpas, os passos nos levem de volta para casa
Os beijos sejam de reconciliação
Que os segredos sejam esquecidos, as promessas, jamais
Que os amigos sempre se lembrem de nós
Os heróis se redimam, os amores revivam
E que sempre haja uma luz.
Uma voz nunca deixa de dizer dentro de nós: confia!
Pois confiar é uma forma de saber que em nossa essência vive a criança que nada sabe, apenas confia.
Poema extraído do livro Confiança: a chave do sucesso pessoal e empresarial (Leila Navarro e Jose Maria Gasalla)

Sol de Primavera - Beto Guedes

Quando entrar setembro e a boa nova andar nos campos
Quero ver brotar o perdão onde a gente plantou juntos outra vez
Já sonhamos juntos semeando as canções no vento
Quero ver crescer nossa voz no que falta sonhar
Já choramos muito, muitos se perderam no caminho
Mesmo assim não custa inventar uma nova canção que venha nos trazer
Sol de primavera abre as janelas do meu peito
a lição sabemos de cor
só nos resta aprender...

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

“A razão pode responder perguntas, mas a imaginação tem que perguntá-las.” (Ralph Gerard)

Para mim, uma das ferramentas mais potentes de autoconhecimento e desenvolvimento pessoal são as perguntas.
Tanto que já nascemos habilitados e competentes para perguntar de tudo e para todos, só necessitamos aprender a linguagem da comunidade aonde vamos viver. E perguntamos tanto que começamos a incomodar os adultos – que criaram um estabelecimento chamado escola aonde se sistematiza as respostas que eles acham que temos que aprender sem ouvir as perguntas que queremos fazer…E assim dá início a um processo chamado desumanização, aonde se deve estar preparado a saber todas as respostas para perguntas que nunca se fez.
E quando se sente uma pergunta genuína, do seu próprio ser, uma inquietude, uma dúvida , um clamor interno, isto soa tão estranho, tão ameaçador que, de imediato, buscamos respostas rápidas e soluções prontas. Essa é a reação típica de uma geração “Miojo Lamen”, onde tudo é instantâneo, superficial e se resolve em 1 min. Basta um click, se forem dois já provoca desconfiança.
Estas perguntas nada mais são que chamadas a uma conversação interna com seu melhor companheiro: você mesmo. Mas parece uma coisa sem sentido em nossa sociedade contemporânea onde networking e rede social são as máximas. Então, de pronto, acarreta duas reações da moda: ansiedade e stress. E saímos imediatamente buscando como loucos por soluções e respostas prontas que nos deem uma sensação instantânea de felicidade, seguida de um vazio aonde a pergunta – que eu não consigo reconhecer como uma chamada a autoconversação – continua ali clamando camufladamente, pois tem medo de despertar seu próprio ser.
Epa, epa… já esta mais que na hora de despertarmos .
Como diz Ana Maria Braga. – Acorda menina !! Acorda menino!!
“Cheguei aonde cheguei porque levei a serio as perguntas que fiz”. Humberto Maturana
Eu tenho um caderno de perguntas.
Adoro colecionar perguntas inteligentes que provocam reflexões profundas e que geram mais perguntas, como no filme “A Origem”. Uma pergunta gera outra pergunta que gera outra pergunta, e assim vai ate níveis bem profundo do seu próprio ser.
Vou lhe deixar uma dessas perguntas que chamo “PERGUNTAS POSITIVAS” de minha coleção para você refletir e tomar consciência de alguns medos que podem estar dentro de outros medos e que podem estar lhe assombrando.
“O que você faria se soubesse que não iria fracassar?”
Faça auto perguntas. Questione-se.
 
http://www.leilanavarro.com.br/blog/2010/11/autocoach/

Como a cultura organizacional afeta seu crescimento profissional

Como a cultura da empresa afeta seu crescimento profissional? "Cada empresa está baseada em um tipo de cultura organizacional e...