segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

O vazio que só você mesma pode alimentar - Rosemeire Zago


Mesmo depois de adultos, muitos desejam ser protegidos por alguém. Não digo apenas no sentido material, mas, principalmente, no sentido de apoio emocional. 
Vivemos acreditando que a qualquer momento, em qualquer situação extrema, contaremos sempre com o socorro de alguém mais sábio e mais forte, o eterno salvador, incapaz de impedir nossos fracassos.
Isto acontece porque somos treinados pela sociedade e, muitas vezes, educados por nossos próprios pais, para a dependência. Quando adultos muitos, ainda na adolescência, suspiram pela liberdade, proclamam o desejo de fazer o que quiserem com suas vidas, aparentemente dispensando a aprovação do outro, sejam os pais, vizinhos, amigos ou quem for.
No entanto, esse desejo de liberdade muitas vezes entra em conflito com um outro desejo, o da segurança, a vontade de se livrar de situações ameaçadoras graças à proteção de um terceiro. Por isso, a liberdade desejada torna-se também assustadora, que evoca riscos e solidão. E nos transforma em seres ambivalentes, que vacilam entre ser dependentes e independentes.
Não é por termos recebido uma educação para a dependência, que rigidamente, temos que nos tornar dependentes. A busca da independência, por outro lado, não significa buscar o isolamento de todos. Todos nós dependemos de atenção, afeto, carinho, amor. Muitos ainda dependem de alguém financeiramente. Mas o pior tipo de dependência é a que torna a pessoa escrava de drogas, álcool, tabaco, sexo, comida ou outras formas de compulsão. E também a que faz com que alguém seja dependente psicologicamente de outra pessoa.
O desejo inconsciente de que alguém cuide de nós pode nos sujeitar a várias formas de dependência psíquica. Ser dependente é como pedir - ou muitas vezes, implorar: "cuide de mim, pois eu não consigo", em todos os sentidos. Pessoas com este comportamento são sujeitas a relações falsas e, se a própria pessoa acha que não consegue cuidar de si mesma, não se suportando, por que alguém a suportaria?
Dificilmente uma relação verdadeira e autêntica suporta isso por muito tempo. Qualquer relação deve ser baseada em trocas equivalentes e supõe pessoas inteiras. A dependência emocional mostra uma pessoa fragilizada, fraca e carente, que pode causar muitos desequilíbrios em qualquer tipo de relacionamento.
Depender do outro significa alimentar a intenção de renunciar aos próprios desejos, transferindo o encargo do bem-estar físico, mental e emocional. Significa deixar de ter vontades para subordinar-se às vontades de alguém. As pessoas dependentes tendem a se acomodar e se isentam de quaisquer responsabilidades.
Abafam suas ambições, sua capacidade e seu potencial de buscar seus sonhos e sua felicidade, perdendo a oportunidade de uma troca saudável com alguém. Na realidade, a pessoa dependente faz isso em busca de uma segurança que nunca lhe foi transmitida. É como se uma voz sempre soasse em seus ouvidos: "você não é capaz de cuidar de si mesma", indo sempre em busca da aprovação do outro, tornando-se cada vez mais dependente, insegura e insatisfeita.
Será, contudo, que a segurança interna e a aprovação que buscamos é algo que se encontra fora de nós? Psicologicamente, a dependência de drogas, álcool, trabalho, comida ou relacionamento, têm um aspecto em comum: a tentativa de preencher um vazio interno por meios externos. Seguramente, o caminho para auto-aceitação não é esse.
Como temos dificuldade de resolver nossas próprias dificuldades, agarramo-nos a tudo que nos rodeia, como um náufrago a tábuas de salvação. Esperamos que algo ou alguém supra todas as nossas necessidades e, quando isso não acontece, nos frustramos, nos sentimos pequenos e mais rejeitados, culpando inclusive quem não se predispôs a manter a dependência.
Na verdade, o amor e aprovação que se busca, ainda que inconscientemente, é algo que foi negado lá atrás, ou seja, no passado, tornando essa busca no presente em vão, pois na realidade, não se cobra daqueles que ficaram em dívida, mas dos que estão presentes. Nos tornamos escravos das cobranças a nossos "salvadores".
Às vezes, para nos livrarmos da dependência, precisamos aprender primeiramente a viver sozinhos, aprendendo a nos separar das pessoas, voltando a crescer e a cuidar de nós mesmos. Em certas situações, mesmo tendo a chance de crescer, muitos tendem a recuar e a se acomodar, colocando-se até contra aqueles que podem estar incentivando ao crescimento, porque ser independente significa se tornar capaz de se cuidar, de buscar a própria felicidade, de se responsabilizar pelas vitórias e principalmente pelas derrotas. E isto assusta!
Embora a sociedade incentive mais as mulheres à renúncia de si próprias, existem muitos homens que também cultivam o comportamento dependente. Há homens que gostam de ser cuidados e não pretendem perder esse privilégio, seja em relação à mãe ou à esposa. Mas também há mulheres que gostam de manter a sujeição à mãe, ao marido ou aos filhos, gerando um círculo vicioso de dependências.
Quase sempre a dependência evolui para uma relação doentia. Toda relação baseada na dependência comporta uma pessoa independente e, quando este suporta e incentiva a dependência do outro, torna-se o que chamamos de co-dependente e também precisa de tratamento.
O importante é a pessoa se questionar sempre, para entender quando a dependência se torna um fato negativo, que cega e impede de crescer interiormente, tornando a existência um vício da presença do outro. A dependência por vício, ou simbiose, entretanto, caracteriza um quadro patológico e merece atenção.
A complementaridade entre pessoas que se sentem inteiras e têm o cuidado para não pesar para os outros, procurando não apenas receber, mas também dar, resulta em uma troca saudável. Todos ansiamos por isso e ela tem um nome simples: amor. Mas só são capazes de amar efetivamente as pessoas que se sentem livres para escolher novamente, todos os dias, as mesmas pessoas, sem acomodamentos ou medos e sem se esconderem atrás de um enorme prato de comida!
Por:
Rosemeire Zago 
Psicóloga clínica com abordagem jungiana

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

AFINAL, O QUE É A PAZ? - Luana Kaminski

Paz não é apenas a ausência de guerra entre os países.

Paz é garantir que todas as pessoas tenham moradia, comida, roupa, educação, saúde, amor compreensão, ou seja, boa qualidade de vida.

Paz é cuidar do ambiente em que vivemos, garantir a boa qualidade de água, o saneamento básico, a despoluição do ar, o bom aproveitamento da terra.

Paz é buscar a serenidade dentro da gente para viver com alegria os bons momentos, ter força e boas idéias para enfrentar os problemas e resolver as dificuldades. Isso tudo sem precisar fugir.

Acima de tudo, PAZ é criar um clima de harmonia e bem-estar na família e na comunidade, lembrando-se sempre de que onde há amor, há paz; onde há paz, há Deus; onde há Deus, nada falta.


Mensagem enviada por: Luana Kaminski

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Dia da Saudade - Jussara de Barros


No dia 30 de janeiro é comemorado o dia da saudade, essa palavra existe apenas na língua portuguesa e galega e serve para definir o sentimento de falta de alguém ou de algum lugar.
De origem latina, saudade é uma transformação da palavra solidão, que na língua escreve-se “solitatem”. Com o passar dos anos, assim como outras palavras se transformam de acordo com as variações da pronúncia, solitatem passou a ser solidade, depois soldade e, finalmente, saudade.
Podemos considerar que no dia da saudade as pessoas se dedicam às lembranças de seus entes queridos que estão ausentes, de fatos que viveram ou de lugares e objetos que marcaram suas vidas. Isso faz com que a palavra saudade se torne melancólica, trazendo certo sofrimento.
Saudade é também definida como “a sensação de incompletude, ligada à privação de pessoas, lugares, experiências, prazeres já vividos e vistos, que ainda são um bem desejável”, segundo o dicionário Veja Larousse.
Em outras línguas não existe uma palavra capaz de traduzir o significado amplo de saudade, mas algumas delas trazem conceitos próximos, mas não tão nobres. Em inglês, saudade é “I miss you” que quer dizer sinto sua falta; em Francês “souvenir”, que significa lembrança; em italiano “ricordo affetuoso”, recordação afetuosa; em espanhol “recuerdo ou te extraño mucho, que significam lembrança e sinto falta, respectivamente.
Ao longo da história podemos perceber a saudade nas músicas e nos poemas, desde longos anos. Charlie Chaplin diz: “Sorri quando a dor te torturar
e a saudade atormentar os teus dias tristonhos vazios”; Luis Fernando Veríssimo determina que “não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar”; Vinícius de Moraes e Tom Jobim cantaram a saudade dizendo: “Chega de saudade, a realidade é que sem ela não há paz, não há beleza é só tristeza e a melancolia que não sai de mim, não sai de mim, não sai”.
Os sertanejos também retratam muito a saudade, pois deixam o campo para trabalhar na cidade. Chitãozinho e Xororó falaram da saudade retratando que “por nossa senhora, meu sertão querido, vivo arrependido por ter deixado. Esta nova vida aqui na cidade, de tanta saudade, eu tenho chorado”.
E o rock não podia deixar de se manifestar sobre o tão nobre sentimento. Raul Seixas registrou sua expressão na letra que diz “hoje é feriado, é o dia da saudade, hoje não tem aula pra garotada, velhas de varizes na calçada, só na saudade”.
Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Para se roubar um coração - Luís Fernando Veríssimo


Para se roubar um coração, é preciso que seja com muita habilidade, tem que ser vagarosamente, disfarçadamente, não se chega com ímpeto, não se alcança o coração de alguém com pressa. 
Tem que se aproximar com meias palavras, suavemente, apoderar-se dele aos poucos, com cuidado. 
Não se pode deixar que percebam que ele será roubado, na verdade, teremos que furtá-lo, docemente. 
Conquistar um coração de verdade dá trabalho, requer paciência, é como se fosse tecer uma colcha de retalhos, aplicar uma renda em um vestido, tratar de um jardim, cuidar de uma criança. 
É necessário que seja com destreza, com vontade, com encanto, carinho e sinceridade. Para se conquistar um coração definitivamente tem que ter garra e esperteza, mas não falo dessa esperteza que todos conhecem, falo da esperteza de sentimentos, daquela que existe guardada na alma em todos os momentos. 
Quando se deseja realmente conquistar um coração, é preciso que antes já tenhamos conseguido conquistar o nosso, é preciso que ele já tenha sido explorado nos mínimos detalhes, que já se tenha conseguido conhecer cada cantinho, entender cada espaço preenchido e aceitar cada espaço vago. 
...e então, quando finalmente esse coração for conquistado, quando tivermos nos apoderado dele, vai existir uma parte de alguém que seguirá conosco. 
Uma metade de alguém que será guiada por nós e o nosso coração passará a bater por conta desse outro coração. 
Eles sofrerão altos e baixos sim, mas com certeza haverá instantes, milhares de instantes de alegria. 
Baterá descompassado muitas vezes e sabe por que? Faltará a metade dele que ainda não está junto de nós. 
Até que um dia, cansado de estar dividido ao meio, esse coração chamará a sua outra parte e alguém por vontade própria, sem que precisemos roubá-la ou furtá-la nos entregará a metade que faltava. 
... e é assim que se rouba um coração, fácil não? 
Pois é, nós só precisaremos roubar uma metade, a outra virá na nossa mão e ficará detectado um roubo então! 
E é só por isso que encontramos tantas pessoas pela vida a fora que dizem que nunca mais conseguiram amar alguém... é simples... é porque elas não possuem mais coração, eles foram roubados, arrancados do seu peito, e somente com um grande amor ela terá um novo coração, afinal de contas, corações são para serem divididos, e com certeza esse grande amor repartirá o dele com você.

Luís Fernando Veríssimo

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Trabalho: mal necessário ou sentido de realização? -


O que você sente quando chega domingo à noite? Uma sensação de “acabou-se o que era doce” ou o sentimento de que uma nova semana começará e terá a chance de vivenciar coisas novas?

Nossa cultura nos ensina desde cedo que trabalhar é uma espécie de castigo. Desde criança ouvimos que temos que estudar para termos a chance de sermos alguém na vida, conseguir um bom emprego e só assim podermos ter as coisas que queremos. Desde bem cedo nos acostumamos com a ideia de que o trabalho é um meio para se conseguir as coisas boas e que realmente valem a pena na vida. Uma espécie de penitencia a ser paga para colher o benefício depois.
Acontece que, quanto mais o tempo passa e as coisas evoluem, mais tempo passamos no trabalho, não só o tempo do dia a dia, mas os anos. Nossa expectativa de vida aumentou e com isso trabalhamos mais anos dos que nossos pais e avós trabalharam. Além disso, o trabalho passou a exigir muito mais de nós. Hoje precisamos buscar constantemente o conhecimento para termos a chance de nos mantermos competitivos no mercado. Temos que desenvolver competências, atingir metas, dar conta de diversas tarefas ao mesmo tempo, ter iniciativa, criatividade, capacidade de inovar e de conciliar diversas atribuições que demandam a nossa atenção etc.
É tanta coisa ao mesmo tempo que às vezes dá curto-circuito! Mas não adiantar fugir, essa é a realidade atual e precisamos nos adequar a ela.
Então, o trabalho passa a ocupar um papel  muito maior em nossas vidas. A maior parte de nosso tempo e durante os longos anos em que somos mais ativos e produtivos estamos comprometidos com o trabalho.  Ver o trabalho como um mal necessário, torna a nossa vida muito sem sentido, muito amarga. Ter a sensação de que o trabalho não passa de um meio de ganhar dinheiro para aí sim, poder fazer as coisas legais e que realmente dão prazer é simplificar e banalizar uma parte tão importante de nossa história.
Se o trabalho tem um papel muito importante e um espaço muito grande em nossas vidas, nada melhor do que torná-lo agradável. Mas como fazer isso?
Antes de qualquer coisa é preciso buscar ver as coisas com positividade.  Tudo na vida tem dois lados, o positivo e o negativo e existem pessoas que se esforçam para ver sempre as coisas pelo lado pior, enquanto que outras, procuram meios de ver o lado positivo de cada coisa. Quem pratica a positividade vive melhor, é mais feliz e menos ansioso. Na pior das hipóteses, uma experiência ruim pode nos ensinar alguma coisa, nos tornar mais experientes.
Depois disso, é possível ampliar nossa visão sobre o trabalho por meio de algumas atitudes:
- Busque algo que te dê prazer – aquela velha história de que trabalho deve ser penoso já era. Tente encontrar algo que realmente te faça feliz e realizado. Corra atrás dos seus sonhos. Se hoje você não está trabalhando naquilo que realmente gostaria, não desanime, planeje e prepare-se para que dentro de um determinado tempo possa fazer o que realmente gosta.
- Busque significado no que você faz – Procure entender o seu trabalho como parte de um sistema maior. O que você faz impacta em outras áreas e no resultado final do serviço/produto para o cliente. Entenda o seu papel. Não seja alienado. Pessoas alienadas são aquelas que fazem o que pedem sem sequer pensar sobre aquilo. Não procuram entender o porquê de determinada coisa ser feita daquela forma. Acredite! Você poderá contribuir muito mais se entender o real significado do seu trabalho.
- Aproveite todas as chances para aprender mais – Em  todos os momentos podemos aprender algo novo. O ambiente de trabalho é um lugar excelente para o aprendizado. Lá encontramos pessoas diferentes de nós, com competências, culturas, pontos de vistas diferentes dos nossos. É uma grande oportunidade para aprender e evoluir através da troca de experiências e conhecimentos. Aproveite a riqueza cultural e as experiências diversificadas que existem no seu ambiente de trabalho e tire proveito disso para o seu próprio desenvolvimento.
- Busque fazer melhor – Ter desafios dá um “plus” no trabalho. Se a empresa em que você trabalha não proporciona um ambiente desafiador, busque melhorar os processos internos em seu setor. Não é porque as coisas sempre foram feitas de uma forma, que devem permanecer assim. A busca pela melhoria além de trazer desafio e exercitar a criatividade, pode trazer diferencial ao seu desempenho e fazer com que você ganhe visibilidade.
Enfim, muito pode ser feito para que o trabalho represente algo positivo em sua vida e, quase tudo dependerá de uma mudança de atitude e ponto de vista de sua parte.
Comece hoje a fazer dessa missão tão importante em sua vida, algo que lhe traga prazer e realização.
“Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida.” (Confúcio).

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Anjo - Roupa Nova


Se você vê estrelas demais
Lembre que um sonho não volta atrás
Chega perto e diz: "Anjo!"
Se você sente o corpo colar
Solte o seu medo bem devagar
Chega perto e diz: "Anjo!"
Bem mais perto diz: "Anjo!"
Se uma coisa louca sai do seu olhar
Fique em silêncio, deixe o amor entrar
Prá que tanta pressa de chegar?
Se eu sei o jeito e o lugar
Se eu sei o jeito e o lugar
Se você vê estrelas demais
Lembre que o sonho não volta atrás
Chega perto e diz: "Anjo!"
Se você sente o corpo colar
Solte o seu medo bem devagar
Chega perto e diz: "Anjo!"
Bem mais perto e diz: "Anjo!"
Se uma coisa louca sai do seu olhar
Fique em silêncio, deixe o amor entrar
Prá que tanta pressa de chegar?
Se eu sei o jeito e o lugar
Se eu sei o jeito e o lugar
Oh! Oh! Oh! Yeah!
Anjo! Anjo! Anjo!
Oh! Oh! Anjo!

domingo, 1 de julho de 2012

Bento XVI: "A cura do corpo e da alma se dá pela fé"

A cura do corpo e do espírito esteve no centro da alocução do Santo Padre neste domingo, que falou aos fiéis e peregrinos presentes na Praça São, vindos para a oração mariana do Angelus. Bento XVI trouxe a narrativa de Marcos sobre duas curas milagrosas que Jesus realizou para duas mulheres, ressaltando como a fé é a nossa cura.
Os dois episódios narrados pelo evangelista falam da cura da filha de um dos chefes da sinagoga e de uma mulher que sofria de hemorragia.
No primeiro, Jesus recebe a notícia de que a filha de Jairo está morta, leva o homem até onde está o corpo da criança, dizendo-lhe para que não tenha medo, apenas fé. Chegando onde ela estava, Jesus diz: “Menina, eu te digo: levanta-te!” (v.41). Ela levantou e começou a caminhar. O Santo Padre comentou o episódio, destacando o que disse São Jerônimo sobre o mesmo, ou seja, “menina, levanta-te por mim, não por mérito teu, mas pela minha graça”. Aqui se destaca a potência salvífica de Jesus.
Sobre o segundo episódio, o Papa disse:
“Esse episódio coloca novamente em evidência como Jesus tenha vindo para liberar o ser humano na sua totalidade. De fato, o milagre desenvolve-se em duas fases: primeiro se dá a cura física, mas ela está estritamente ligada a uma cura mais profunda, aquela que dá a graça de Deus a quem se abre a Ele com fé”.
E o Papa retoma: “Jesus disse à mulher: ‘filha, a tua fé salvou-te. Vai em paz e sejas curada do teu mal’ (MC 5,34)”. “Essas duas narrativas de cura são, para nós, um convite a superarmos uma visão puramente horizontal e materialista da vida. A Deus nós pedimos tantas curas de problemas, de necessidades concretas, e é justo que seja assim, mas aquilo que devemos pedir com insistência é uma fé sempre maior, para que o Senhor renove a nossa vida, e uma firme confiança no seu amor, na sua providência, que não nos abandona”.
O Santo Padre lembrou então da importância das pessoas que dedicam suas vidas a cuidar da saúde dos que estão doentes, “que os ajudam a levar a sua cruz”, chamando-os de “reservatórios de amor”. São pessoas que, conforme ressaltou Bento XVI, precisam de uma forte formação profissional, mas também, “e principalmente – disse o Papa -, uma formação de coração”. “É preciso conduzi-los ao encontro com Deus que suscite neles o amor e abra a sua alma ao próximo”.
Após a sua alocução, o Papa conduziu a oração mariana do Angelus e saudou a todos os presentes nas suas diversas línguas. Dirigiu uma saudação especialmente aos brasileiros e concedeu a todos a sua Bênção Apostólica.

Como a cultura organizacional afeta seu crescimento profissional

Como a cultura da empresa afeta seu crescimento profissional? "Cada empresa está baseada em um tipo de cultura organizacional e...